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Na última segunda-feira (16), aconteceu a Audiência Pública sobre a Ocupação Justo, em São Leopoldo. A atividade foi realizada na sede da Aliança Esportiva Botafogo com a presença de mais de 500 pessoas.

O vereador Dudu Moraes (PT), proponente da audiência, abriu a sessão saudando os presentes e ressaltando a importância da luta dos moradores da Justo. “Estamos juntos na construção dessa luta. Tivemos algumas conquistas, como a suspensão da liminar de despejo que proporcionou que as famílias possam passar o natal e ano novo em suas casas. A próxima vitória será tornar aquele local uma área de interesse social, com o dispositivo do Reurb”.

Liderança da Ocupação Justo, Fábio Simplício, ressaltou a intenção da audiência. “Estamos aqui em mais uma atividade visando a regularização. Toda a luta que fazemos é para garantir a nossa moradia. E deixar bem claro: não queremos nada de graça, queremos pagar pela terra”

Cristiano Schumacher, da direção estadual do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), reforçou a importância da luta. “Nós nos organizamos, colocamos o povo na rua, nos mobilizamos, pautamos a luta pela moradia. Tivemos capacidade de continuar lutando apesar de todas as adversidades. Criamos as condições para a Justo resistir ao despejo. É muito importante este diálogo com vários setores da sociedade para criar alternativas para a ocupação”.

A Ocupação Justo iniciada entre 1998 e 1999 atualmente conta com mais de 2.500 famílias. Além da busca por assegurar seu direito de habitar e viver, os moradores da Ocupação lutam por outros direitos básicos, como saneamento, educação e saúde.

A Defensora Pública, Isabel Maroni, destacou a força dos moradores. “Quem aqui tem o poder são vocês! Amanhã ou depois eu posso estar fora da defensoria, os vereadores fora da Câmara, o secretário fora da Prefeitura, mas vocês vão continuar lutando. A união de vocês é fundamental!”.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Ary Moura, também deixou seu recado. “Vamos aproveitar o tempo. Vamos sentar e dialogar, buscar negociações. Precisamos envolver o governador do estado e o governo federal. Com esta unidade que nós temos do legislativo, prefeitura, defensoria pública, advogados e todos vocês, a vitória virá!”.

Recentemente a ocupação foi surpreendida com a substituição da juíza titular do processo que imediatamente encerrou o trabalho de mediação e anulou todos os acordos até então construídos em meses de negociação e que caminhava no sentido das famílias comprarem a área.

A missionária Maria Cristina Giani, da Tenda do Encontro, lembrou da época que conheceu a ocupação. “Cheguei aqui no ano 2000, e somos testemunhas de como essa ocupação cresceu e se desenvolveu. Em nome das famílias da Justo, peço que a prefeitura se comprometa com o Reurb e o poder público ajude a encontrar alternativas”.

Marilene Maia, do ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas da Unisinos, comentou sobre a importância de se manterem mobilizados. “Faço uma menção aos líderes de ruas da ocupação, que fizeram o cadastramento e realizam um importante trabalho de organização e mobilização. O desafio é mobilizar mais gente ainda para seguir lutando”.

Representando o prefeito Ary Vanazzi, o secretário de Habitação Nelson Spolaor apresentou as ações da prefeitura em torno desse processo. “Quero reafirmar que o prefeito Vanazzi tem decisão de decretar o Reurb. Queremos que o terreno seja de interesse social para não servir como área de especulação. Mas temos de ter consciência que apenas isso não resolve. Precisamos colocar o governo estadual e federal para buscar construir uma solução”.

Participaram ainda do evento a secretária municipal de Direitos Humanos Lucimar Pedroso; a secretária municipal de Desenvolvimento Social Iara Cardoso; representantes dos gabinetes do deputado federal Dionilso Marcon (PT) e da deputada federal Maria do Rosário (PT).

Fotos: Bruno Pereira

Notícias - Ver. Dudu Moraes - Tabita Strassburger (Jornalista Profissional Diplomada - MTB 16.318)

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