DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A última sexta-feira, 22 de março, foi o Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência e, em todo o Brasil, ocorreram atividades, protestos e manifestações, denunciando retrocessos e exigindo a manutenção e ampliação de direitos do povo brasileiro.

Em São Leopoldo, a data também foi marcada por mobilizações, atos e reflexão sobre a conjuntura do Brasil. A categoria do magistério municipal, paralisada, realizou um debate, através do CEPROL Sindicato, acerca das alterações propostas para a lei da Previdência.

Em formato de Aula Pública, a discussão aconteceu ao longo do dia, na Praça do Imigrante, abordando os aspectos da Reforma, esclarecendo questionamentos e dúvidas do público presente, e explicitando o que a nova sugestão de lei traz de prejuízo, especialmente, para as mulheres e as educadoras.

8M DERRUBANDO MÁSCARAS

No final da tarde, encerrando as atividades do Dia Nacional de Luta, aconteceu a intervenção cultural "8M Derrubando Máscaras", mobilização prevista no calendário do mês das mulheres.

O evento foi caracterizado por um ciclo de debates envolvendo mulheres do poder público, sociedade civil e legislativo, com integrantes de São Leopoldo e região, trazendo pautas que atingem a vida das mulheres de diferentes maneiras.

Nos últimos anos, o Dia Internacional da Mulher passou a ser chamado "8M", em alusão ao 8 de março. A data simboliza a luta das mulheres por todo o mundo, com movimentos que incluem greves, paralisações, a ocupação das ruas e dos espaços públicos e privados, denunciando retrocessos, expondo a conjuntura de demandas das mulheres e os desafios que enfrentam cotidianamente.

A vereadora Ana Affonso, uma das organizadoras da intervenção cultural "8M Derrubando Máscaras", explicou que "a atividade recebeu esse nome por ter como objetivos retratar a realidade das brasileiras, desmascarar as ilusões que foram apresentadas ao povo e denunciar a real face do projeto político que está em curso, hoje, no país". A proposta também foi articular pautas que atingem a vida das mulheres em aspectos políticos, econômicos e sociais.

A caminhada trouxe denúncias como a violência contra as mulheres, o aumento dos feminicídios, a retirada de direitos com a Reforma da Previdência, a extinção do Ministério das Cidades, o fim do "Minha Casa, Minha Vida" e as consequências, especialmente, para as mulheres moradoras de ocupações, o combate ao racismo, a importância e necessidade de participação de mais mulheres nos espaços políticos, a ausência de política públicas específicas para mulheres no país, a denúncia da liberação do posse de armas, entre outras bandeiras de luta que direcionam para uma sociedade mais inclusiva, igualitária e segura.

Notícias - Ver.ª Ana Affonso - Tabita Strassburger (Jornalista Profissional Diplomada - MTB 16.318)

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