A partir do próximo ano todas as pessoas que trabalham em prol da cultura gaúcha poderão receber o troféu Paixão Côrtes. A mais nova condecoração do município, de autoria do vereador Ary Moura (PDT) foi aprovada na sessão da última quinta-feira (13) e passa a vigorar após a sanção do prefeito municipal o que deve ocorrer ainda nos primeiros meses de 2019.
De acordo com a proposta serão homenageados com o troféu às pessoas que trabalham pela Cultura Gaúcha no município de São Leopoldo. Serão agraciados os seguintes Seguimentos: Grupo de Danças Tradicionais, Destaque Campeiro, Poesia, Músico Regionalista, Entidade Tradicionalista, Incentivador Cultural e Gestor Cultural ou Educacional.
A escolha será feita de acordo com pesquisa no meio Tradicionalista, através de uma c omissão definida para tal fim, com representação do Poder Executivo, Poder Legislativo, Imprensa e Sociedade Civil Organizada representada pelo Conselho Leopoldense de Tradição e Cultura Gaúcha (CLTG). A entrega dos troféus coincidirá com os festejos Farroupilhas no mês de setembro.
Com a instituição do troféu Paixão Côrtes, o vereador Ary Moura acredita na manutenção e valorização do legado deixado pelo folclorista Paixão Côrtes, falecido em agosto deste ano. ‘‘É um incentivo a mais para aqueles que trabalham pela cultura regional. É um orgulho muito grande ser autor de um projeto desta natureza que além de incentivar a cultura gaúcha relembra o legado do nosso eterno laçador’’, enfatiza

Quem foi Paixão Côrtes
João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes nasceu em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste Gaúcha, em 12 de julho de 1927. Era agrônomo, mas ficou conhecido por ser folclorista, compositor, radialista e pesquisador, considerado como um dos ícones da cultura e dos costumes gaúchos. O folclorista que faleceu aos 91 anos, no dia 27 de agosto, é um personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, do qual foi um dos formuladores, juntamente com Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glauco Saraiva. Juntos, partiram para a pesquisa de campo, viajando pelo interior, para recuperar traços da cultura do Rio Grande.
Em 1948, organizou e fundou o CTG 35 e, em 1953, fundou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição. Em 1956, Inezita Barroso gravou as músicas tradicionais gaúchas Chimarrita-balão, Balaio, Maçanico e Quero- Mana, Tirana do Lenço, Rilo, Xote Sete Voltas, Xote Inglês, Xote Carreirinha, Havaneira Marcada, recolhidas por Paixão Cortes e Barbosa Lessa.
Em 1962, Inezita Barroso gravou as composições Tatu e Pezinho, recolhidas por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Realização Folclórica Nacional. Em 1964, apresentou-se na Alemanha, na Feira Mundial de Transportes e Comunicação, na cidade de Munique. Recebeu ainda, no mesmo ano, o prêmio de Melhor Cantor Masculino de Folclore do Brasil. Em 1992, a estátua do Laçador, do escultor Antônio Caringi, para a qual Paixão Cortes posou em 1954, foi escolhida como símbolo da cidade de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.

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