170 Anos

Para discutir o problema da falta de manutenção dos diques de contenção de cheias, a Prefeitura de São Leopoldo, por meio do Gabinete do Prefeito e da Secretaria de Orçamento Participativo (SEMOP), promoveu na sexta-feira, 15 de dezembro, um encontro com os moradores do bairro, na sede da Cooperativa Habitacional de São Leopoldo, a Cooperhabitar.

No ato, foi oficializado que a Prefeitura em conjunto com o Semae, estão processando a União, exigindo o pagamento de R$ 17.936.820,05, referentes aos recursos dos últimos cinco anos, que não foram repassados para o Município, além de um valor de aproximadamente R$ 234 mil mensais, totalizando R$ 2,6 milhões no período de um ano. Todo esse montante será revertido para a reforma e manutenção do dique, da Casa de Bombas e da colocação de mais duas Casas de Bombas, resolvendo assim, os constantes alagamentos que o Campina sofre.

O prefeito Ary Vanazzi destacou que a Prefeitura é credora da União, e que mesmo não recebendo o dinheiro da União, a Administração está atuando no local. “Nós consertamos os motores das Casa de Bombas, por isso os cinco estão em operação atualmente, diferente de como encontramos, com apenas um em funcionamento. Já limpamos várias áreas que contribuíam para que esse quadro não mudasse. Hoje em dia, nenhuma casa mais é invadida pela água, com os moradores perdendo os seus bens”, pontuou o prefeito Vanazzi.

O diretor geral do Semae, Nestor Schwertner completou dizendo que a ideia é fazer novas vistorias no dique, mas algumas invasões acabam dificultando o acesso e contribuindo para que a água não escoe. “Queremos visitar e realizar a manutenção do dique, por isso já solicitamos reintegração de posse. É muito importante que esse recurso venha, mas se não vier, continuaremos atuando no bairro como já estamos fazendo, trabalhando com o que temos”, enfatizou.

A mobilização para juntar os habitantes do Campina foi feita pela SEMOP. A titular da pasta, Janaína Fernandes destacou o papel da comunidade na participação popular para a resolução das dificuldades enfrentas em cada bairro. “São Leopoldo está trabalhando na contramão do Governo Federal. Mesmo com a União estando em dívida com a nossa gestão, não deixamos de atender a comunidade, pois as demandas de vocês são a nossa prioridade”, declarou.

Presidente da Cooperhabitar, Nelson Guerra, de 66 anos, disse que em anos anteriores, ocorreram enchentes na qual a água chegava aos 30 cm, e que o prefeito Ary Vanazzi , assim que eleito, prometeu olhar de perto essa situação. “Quando ele se elegeu disse que olharia para o nosso bairro, diferente de gestões anteriores. Muito já foi feito e sei que vão fazer mais para livrar o bairro Campina dos alagamentos”, comentou.

Moradora do bairro desde 2009, a secretária Patrícia Rodrigues, de 39 anos relatou que 2017 foi o primeiro ano que as fortes chuvas não afetaram o bairro. “Antes, as pessoas se mudavam daqui ou não investiam em reformas da casa, porque sabiam que a água iria destruir tudo. Agora, tem gente vindo morar aqui e outros construindo. É a primeira vez que vejo o povo otimista em morar no Campina”, comemorou Patrícia.

Estiveram também presentes na reunião os membros da Procuradoria Geral do Município (PGM) Saimon Francisco da Silva e Angelita da Rosa; o engenheiro aposentando, mas que auxilia de maneira voluntária no projeto, por ter trabalhado na época em que os diques foram instalados, Antônio Carlos Geske; representando a Câmara Municipal, o vereador Dudu Moraes; a secretária adjunta de Habitação Jussara Lanfermann; representantes da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e Guarda Ambiental e do gabinete do deputado federal Marco Maia.

[Texto: Jorge Boruszewsky - estagiário da Semop | Jornalista: Rodrigo Machado – MTb 14.433]

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