Metrô privado, preço dobrado! Não à privatização da Trensurb! Fora Temer! Estas foram as palavras de ordem ouvidas na audiência em defesa da Trensurb pública e de qualidade, proposta pelo vereador Dudu Moraes (PT), nesta segunda-feira (17/07). Dezenas de pessoas acompanharam a audiência pública no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de São Leopoldo. O Sindimetrô RS e diversos sindicatos dos trabalhadores estiveram presentes expondo a intenção do governo golpista de Temer de privatizar a Trensurb.

O transporte é um direito fundamental social, juntamente com saúde, educação, segurança, habitação, cumprindo uma função social vital. Os trens urbanos da Trensurb transportam cerca de 220 mil pessoas por dia no eixo norte da Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo o presidente do Sidimetrô RS, Luís Henrique Chagas, apesar das dificuldades, o serviço oferecido à população é de qualidade. ''Desde 2007, a Trensurb mantém o nível de satisfação geral junto aos usuários, com os serviços prestados em 90,53%. Para manter a qualidade do serviço é preciso defender uma empresa pública e estatal com manutenção da tarifa subsidiada. Hoje o valor da tarifa é R$ 1,70, e no Rio de Janeiro onde o metrô foi privatizado é R$ 4,30''. O presidente dos metroviários também levantou o questionamento sobre os interesses por trás da privatização. ''Pra quem é bom a privatização? Não é bom pro trabalhador, pra nós metroviários. Não é bom pros usuários do trem. É bom apenas para as empreiteiras e grandes empresas que administram o transporte público", ressaltou Chagas.

O superintendente de Desenvolvimento Comercial da Trensurb, Euclides Heron Coimbra Reis, lembrou que o trem opera há 30 anos como empresa pública, e que o governo federal detêm mais de 99% das ações. O superintendente destacou alguns avanços da Trensurb no último perídodo, mas afirmou que a atual gestão ainda não tem posição formada sobre a questão da privatização.

O presidente da CUT RS, Claudir Nespolo, ressaltou a necessidade das centrais sindicais, dos movimentos sociais e de toda a classe trabalhadora, lutarem contra o golpe e os retrocessos impostos pelo governo ilegítimo. "Nenhum país resolveu sua crise vendendo o patrimônio público. Nenhum país resolveu crise tirando direito e reduzindo massa salarial", avaliou Nespolo.

A audiência também contou com a participação de representantes do Sindicato dos Professores do RS (CPERS), Sindimetal São Leopoldo, CSP Conlutas, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Leopoldo (SSPMSL) e lideranças sindicais dos metroviários de outros estados. As vereadoras Ana Affonso (PT) e Iara Cardoso (PDT), e os vereadores Julio Galperim (PSD) e Fabiano Haubert (PDT) também estavam presentes, além do deputado Dionilso Marcon (PT) que compôs a mesa.

O vereador Dudu Moraes destacou a relevância da audiência e o objetivo de posicionar São Leopoldo sobre esse tema tão importante. "Precisamos defender o nosso patrimônio público. Milhares de leopoldenses utilizam o trem todos os dias. Essa casa não pode se calar. Vamos encaminhar uma moção de repúdio contra a privatização da Trensurb aos governos Sartori e Temer", disse Dudu.

Assessoria | Dudu Moraes

Notícias - Ver. Dudu Moraes - Alexandre Costa (MTB 7587/RS)

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